Estão a ver quando ficam muito contentes por algo ou quando estão chateados por algo, basicamente quando têm sentimentos... Normalmente as pessoas têm alguém que saiba o que se passa com elas, por vezes é a família, ou os amigos ou assim...costuma existir uma pessoa que diz "vá eu sei que estás chateada com alguma coisa" ou então "vá eu sei que gostaste daquilo", há aquela pessoa que sabe, que te conhece...e às vezes eu fico mesmo irritada porque às vezes mesmo sendo bastante óbvia eu não consigo que as pessoas me entendam... nem eu me entendo...e isso só me chateia mais, porque talvez eu esteja só a ser dramática ou mimada demais...sei lá...isto chateia-me...
Acho que me incomoda o facto de eu precisar das pessoas pra alguma coisa (do tipo, porque é que eu sozinha não basto?).
Porque é que eu tenho esta necessidade estúpida de precisar que me compreendam se eu nem sei explicar, se eu nem sei dizer como me sinto como é que os outros vão perceber? Mas mesmo sabendo isso eu continuo a não querer explicar-me, eu continuo a querer que as pessoas simplesmente saibam...
E quando pela primeira vez eu tomo a iniciativa e explico, exatamente por estas palavras, o que sinto, dizem-me que é uma fase má. Dizem-me que isto passa. Que isto não sou eu. Que eu sou uma pessoa alegre e que isto sou só eu a ser chatinha. E se eu digo que isto sou o que eu realmente sou ninguém acredita. E a culpa é minha...
Não que eu queira viver deprimida a minha vida toda. Mas eu quero que haja alguém que entenda, que aceite, que goste, sei lá...ame até esta parte de mim. Que não a considere chata. Que a considere uma faceta. Uma particularidade. Uma falha. Mas ainda assim uma parte de mim. Mas esse alguém não existe. Nunca terei aquela pessoa que simplesmente sabe.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Thoughts of a Disturbed Mind
Perdemos o que outrora já tivemos. Embora não to consiga dizer ou confirmar quando te encontras perante mim à beira de chorar penso que não só eu mas também tu sabes que isso é verdade. Não te sei explicar bem, dantes pensei que fosse por tudo o que já passámos, pensei que por tudo o que já me fizeste que me tinhas tornado assim. E talvez não esteja muito longe da verdade. Talvez tu tenhas realmente mudado algo em mim. Mas agora apercebo-me de que essa mudança só aconteceu porque eu permiti, (pelo menos acho que assim seja...), e talvez tenha sido pelo melhor. Ora se é ingênua ora se é uma pessoa incapaz de amar, para mim esses são os polos que me foram estabelecidos, não consigo encontrar um meio termo, ou só puxada para um lado ou para o outro, nem consigo encontrar outra maneira de ser.
Por vezes acho-me insensível e hipócrita pois julgo os outros pelo que eles me fazem e a forma como me magoam ou pelo facto de eles não me amarem do modo que quero mas por trás eu vou fazendo o mesmo, não sei se é o meu subconsciente que se quer vingar de alguma forma se simplesmente é a minha defesa para que eu não seja a magoada mas sim quem magoa.
Já me passou pela cabeça que as pessoas que me rodeiam, a maioria pelo menos, que se tivessem a oportunidade de se afastarem me esqueceriam, e condeno-as por isso ainda que elas só tenham cometido esse ato na minha mente, e no entanto apercebo-me que não são elas mas eu própria que seria capaz de fazer isso. Se tivesse oportunidade de ser feliz noutro sítio e esquecer todo o meu passado seria capaz de apagar todos os que alguma vez conheci, neste momento em que o escrevo já não me parece possível mas há outros em que me passa pela cabeça que seria assim.
Mas como humana que sou tento arranjar desculpas para a forma que ajo e penso, e quando não consigo simplesmente ignoro e aceito, e por isso tenho tentado descobrir o porquê de ser assim, o porquê de me sentir tão mal comigo própria e com quem me rodeia, o porquê de parecer que o que tenho nunca me basta. Sou egoísta, e isso pode ser um defeito mas quero tentar compreendê-lo de outra perspectiva. Por exemplo, tu dizes que estamos afastadas, que eu já não sou a mesma. Tens de compreender, tal como muitas outras pessoas que fazem de certa forma parte da minha vida, que eu já vos idolatrei, já aprendi coisas convosco, já houve um tempo em que vocês eram tudo para mim e eu fazia de tudo para vos agradar, mas é exatamente por fazer isso que vocês me pisavam, abusavam, tomando o meu afeto como garantido, e isso teve de acabar. E digo-te que não mudaria nada nisso, agora vejo-vos pelo que realmente são, alguns odeio-os, a ti não consegui ainda decidir-me. Mas também não vou matar a cabeça por causa disso. Sou egoísta sim, não digo que não seja boa pessoa, eu gosto de ajudar os outros e muitas vezes sou tola e a pessoa que eu era dantes volta à tona, e eu odeio-me por esses deslizes, tento abafá-los, acabar com eles de vez, mas sei que se o fizer vou magoar outras pessoas, como tu, se te dissesse o que realmente sinto, se te dissesse que era capaz de seguir sem ti iria acabar com tudo, talvez nunca mais me voltasses a falar, seria o último momento em que poderia chamar-te amiga. É aí que sei que não quero que seja assim, que não quero uma vida em que tu não estejas, mas por outro lado pergunto-me sempre, o que estaria realmente a perder? Já não há aquela confiança, aquela intimidade, alegria de poder compartilhar tudo contigo, não sei porquê, não consigo já encontrar aquele sentimento com ninguém. É como uma droga, há aquele êxtase inicial que por muito que tentemos nunca mais voltamos a encontrar. E eu estou farta de dar o braço a torcer, forçar-me a amar pessoas que eu sei que nunca serão o suficiente para mim. E peço desculpa por isso. Eu não me sinto superior a ninguém, muito pelo contrário, sinto-me a pessoa mais desorientada e sem talentos do mundo, sinto-me uma porcaria qualquer que foi para aqui deixada, mas ainda assim nada me chega, ninguém me satisfaz. Comecei a perceber que não há ninguém totalmente perfeito, o que dizemos constantemente, "não existe ninguém perfeito", no entanto no nosso interior esperamos, ansiamos sempre por aquela pessoa que nos consiga saciar, tornar completos. Eu ainda não encontrei ninguém assim. Eu sei que tenho muito tempo, espero ter pelo menos, mas então porque me sinto assim tão impaciente por alcançar algo se nem sei o que quero.
Por vezes acho-me insensível e hipócrita pois julgo os outros pelo que eles me fazem e a forma como me magoam ou pelo facto de eles não me amarem do modo que quero mas por trás eu vou fazendo o mesmo, não sei se é o meu subconsciente que se quer vingar de alguma forma se simplesmente é a minha defesa para que eu não seja a magoada mas sim quem magoa.
Já me passou pela cabeça que as pessoas que me rodeiam, a maioria pelo menos, que se tivessem a oportunidade de se afastarem me esqueceriam, e condeno-as por isso ainda que elas só tenham cometido esse ato na minha mente, e no entanto apercebo-me que não são elas mas eu própria que seria capaz de fazer isso. Se tivesse oportunidade de ser feliz noutro sítio e esquecer todo o meu passado seria capaz de apagar todos os que alguma vez conheci, neste momento em que o escrevo já não me parece possível mas há outros em que me passa pela cabeça que seria assim.
Mas como humana que sou tento arranjar desculpas para a forma que ajo e penso, e quando não consigo simplesmente ignoro e aceito, e por isso tenho tentado descobrir o porquê de ser assim, o porquê de me sentir tão mal comigo própria e com quem me rodeia, o porquê de parecer que o que tenho nunca me basta. Sou egoísta, e isso pode ser um defeito mas quero tentar compreendê-lo de outra perspectiva. Por exemplo, tu dizes que estamos afastadas, que eu já não sou a mesma. Tens de compreender, tal como muitas outras pessoas que fazem de certa forma parte da minha vida, que eu já vos idolatrei, já aprendi coisas convosco, já houve um tempo em que vocês eram tudo para mim e eu fazia de tudo para vos agradar, mas é exatamente por fazer isso que vocês me pisavam, abusavam, tomando o meu afeto como garantido, e isso teve de acabar. E digo-te que não mudaria nada nisso, agora vejo-vos pelo que realmente são, alguns odeio-os, a ti não consegui ainda decidir-me. Mas também não vou matar a cabeça por causa disso. Sou egoísta sim, não digo que não seja boa pessoa, eu gosto de ajudar os outros e muitas vezes sou tola e a pessoa que eu era dantes volta à tona, e eu odeio-me por esses deslizes, tento abafá-los, acabar com eles de vez, mas sei que se o fizer vou magoar outras pessoas, como tu, se te dissesse o que realmente sinto, se te dissesse que era capaz de seguir sem ti iria acabar com tudo, talvez nunca mais me voltasses a falar, seria o último momento em que poderia chamar-te amiga. É aí que sei que não quero que seja assim, que não quero uma vida em que tu não estejas, mas por outro lado pergunto-me sempre, o que estaria realmente a perder? Já não há aquela confiança, aquela intimidade, alegria de poder compartilhar tudo contigo, não sei porquê, não consigo já encontrar aquele sentimento com ninguém. É como uma droga, há aquele êxtase inicial que por muito que tentemos nunca mais voltamos a encontrar. E eu estou farta de dar o braço a torcer, forçar-me a amar pessoas que eu sei que nunca serão o suficiente para mim. E peço desculpa por isso. Eu não me sinto superior a ninguém, muito pelo contrário, sinto-me a pessoa mais desorientada e sem talentos do mundo, sinto-me uma porcaria qualquer que foi para aqui deixada, mas ainda assim nada me chega, ninguém me satisfaz. Comecei a perceber que não há ninguém totalmente perfeito, o que dizemos constantemente, "não existe ninguém perfeito", no entanto no nosso interior esperamos, ansiamos sempre por aquela pessoa que nos consiga saciar, tornar completos. Eu ainda não encontrei ninguém assim. Eu sei que tenho muito tempo, espero ter pelo menos, mas então porque me sinto assim tão impaciente por alcançar algo se nem sei o que quero.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Future?
Em breve terminarei o 12.º e como está claro agora sou bombardeada sempre com as mesmas perguntas, o que quero seguir, o que penso que será do meu futuro, como são as minhas notas, e para onde quero ir... Pois...NÃO SEI! Ok? Não sei... E se me já irrita o suficiente o facto de ter de ouvir as mesmas perguntas e de ter de arranjar uma forma menos triste de responder sempre a mesma coisa (porque imagino a cara de estúpida que faço sempre que digo que ainda não me decidi), o que me faz mesmo saltar a tampa é o olhar de desprezo ou sei lá o que é que me lançam ao ouvir a minha resposta. Epá, querem-me fazer crer que sou a única aluna do 12.º que alguma vez na vida ainda estava com dúvidas antes dos Exames? É que é o que estão a fazer. E isso não ajuda nada alguém que já é uma bomba-relógio de ansiedade....depois não se admirem com o meu mau-humor. Só espero um dia poder olhar para trás e rir-me disto, e rir-me de mim própria, porém não é bem esse o cenário que tenho quase como certo. Só imagino um "eu" sem habilitações, sem emprego, sozinha, de relações cortadas com toda a gente, sem um tostão sequer pra pagar a comida do gato, deprimida e de certeza de que vou tornar-me nalguma bêbada... Nunca terei filhos...a não ser que numa noite em que tenha bebido demais arranje um ranhoso qualquer que me engravide e que nunca vou saber quem é porque nem me vou lembrar de como é que aconteceu, e depois os meus filhos vão-me odiar porque vou ser a pior mãe do mundo que nem sequer sabe dizer quem é o pai deles...
Yap...vai ser isso... E pra completar devo um dia mais tarde encontrar todas as pessoas que alguma vez conheci e levar com os olhares de pena deles ao olharem pra mim completamente na fossa...
É que eu sinto-me mesmo como uma incapaz. Só penso se será possível ter notas pra entrar nalguma universidade de jeito e pelo menos num curso que goste e que pelo menos os meus pais aprovem, e se sim pra onde é que vou e será que vou conseguir safar-me sozinha? É que eu sempre acreditei que era bastante independente, mas ultimamente apercebi-me de que me estava a enganar...Este ano estou numa turma em que não me dou com ninguém imagino como será, na universidade sem conhecer ninguém e com a minha dificuldade em gostar de pessoas vou estar quase sempre sozinha...É que mesmo que queira há algo em mim que me impede de socializar, as pessoas parecem-me sempre tão falsas, tão estúpidas...sei lá...simplesmente não gosto de ninguém...nem de mim...mas tenho de viver comigo quer queira ou não, as outras pessoas sempre tenho o direito de escolher... Se ao menos eu tivesse alguém que me guiasse, é que eu não sei, será que os outros estão bem informados e decididos porque são responsáveis e trataram disso ou tiveram a sorte de calhar numa família em que os ajudam, é que na minha casa não há ninguém com quem eu possa falar sobre os meus receios...nunca perceberiam, e teria eventualmente de contar sobre as notas más que tive...e já estou farta de ter de me explicar... Não podem esperar que seja bem sucedida sozinha, sem qualquer guia, sei que há gente que o faz mas eu não sou capaz...
Eu sou muito dependente...sou esquecida, irresponsável e imatura... Nunca sei a quantas ando e tenho de atinar nisso mas é difícil... Quem me dera poder desistir mas é impossível...Às vezes quero mudar, ser diferente mas sinto como se estivesse a perder a minha essência, e eu não quero que a sociedade e o sistema façam isso comigo...
Há pouco tempo fomos visitar uma universidade e acreditem que foi bom porque apercebi-me por fim do que me espera... Mas senti-me tão mal lá...Cada vez que entrava nalgum sítio em que explicavam coisas de química e matemática só me apetecia fugir dali, e tinha lá colegas conhecidas, imaginem se estivesse sozinha... Quando tento explicar isto a alguém dizem-me logo que a solução é fácil: não escolher nem matemática nem química. Mas faz sentido que eu ainda queira escolhê-las mesmo sabendo que vou ser mal sucedida muito provavelmente? É que eu não quero passar a vida a sentir-me ignorante sem saber essas coisas, eu quero aprender... Mas e se eu não for capaz? E se correr mal? Vou estar a pagar bastante dinheiro que não terá sido fácil de ganhar pra estar na universidade, não quero que seja um desperdício... Porra...porque será que não consigo escolher algo? O que quero fazer da minha vida? Costumava ser uma pergunta tão fácil há alguns anos, a resposta era sempre tão óbvia, e eu respondia com clareza, sem quaisquer dúvidas, mas agora que toda a minha vida depende dela, agora que devia saber...bem, não sei...
Até agora pelo que ouvi dizer só é bem sucedido quem determina objetivos de vida, tal como o herói de qualquer história, é necessário ter metas e muito esforço... Eu não me tenho esforçado assim tanto, pelo menos nunca parece o suficiente... Será que isso vai resultar num futuro podre em que vou ser só mais uma triste desgraçada? :/
Yap...vai ser isso... E pra completar devo um dia mais tarde encontrar todas as pessoas que alguma vez conheci e levar com os olhares de pena deles ao olharem pra mim completamente na fossa...
É que eu sinto-me mesmo como uma incapaz. Só penso se será possível ter notas pra entrar nalguma universidade de jeito e pelo menos num curso que goste e que pelo menos os meus pais aprovem, e se sim pra onde é que vou e será que vou conseguir safar-me sozinha? É que eu sempre acreditei que era bastante independente, mas ultimamente apercebi-me de que me estava a enganar...Este ano estou numa turma em que não me dou com ninguém imagino como será, na universidade sem conhecer ninguém e com a minha dificuldade em gostar de pessoas vou estar quase sempre sozinha...É que mesmo que queira há algo em mim que me impede de socializar, as pessoas parecem-me sempre tão falsas, tão estúpidas...sei lá...simplesmente não gosto de ninguém...nem de mim...mas tenho de viver comigo quer queira ou não, as outras pessoas sempre tenho o direito de escolher... Se ao menos eu tivesse alguém que me guiasse, é que eu não sei, será que os outros estão bem informados e decididos porque são responsáveis e trataram disso ou tiveram a sorte de calhar numa família em que os ajudam, é que na minha casa não há ninguém com quem eu possa falar sobre os meus receios...nunca perceberiam, e teria eventualmente de contar sobre as notas más que tive...e já estou farta de ter de me explicar... Não podem esperar que seja bem sucedida sozinha, sem qualquer guia, sei que há gente que o faz mas eu não sou capaz...
Eu sou muito dependente...sou esquecida, irresponsável e imatura... Nunca sei a quantas ando e tenho de atinar nisso mas é difícil... Quem me dera poder desistir mas é impossível...Às vezes quero mudar, ser diferente mas sinto como se estivesse a perder a minha essência, e eu não quero que a sociedade e o sistema façam isso comigo...
Há pouco tempo fomos visitar uma universidade e acreditem que foi bom porque apercebi-me por fim do que me espera... Mas senti-me tão mal lá...Cada vez que entrava nalgum sítio em que explicavam coisas de química e matemática só me apetecia fugir dali, e tinha lá colegas conhecidas, imaginem se estivesse sozinha... Quando tento explicar isto a alguém dizem-me logo que a solução é fácil: não escolher nem matemática nem química. Mas faz sentido que eu ainda queira escolhê-las mesmo sabendo que vou ser mal sucedida muito provavelmente? É que eu não quero passar a vida a sentir-me ignorante sem saber essas coisas, eu quero aprender... Mas e se eu não for capaz? E se correr mal? Vou estar a pagar bastante dinheiro que não terá sido fácil de ganhar pra estar na universidade, não quero que seja um desperdício... Porra...porque será que não consigo escolher algo? O que quero fazer da minha vida? Costumava ser uma pergunta tão fácil há alguns anos, a resposta era sempre tão óbvia, e eu respondia com clareza, sem quaisquer dúvidas, mas agora que toda a minha vida depende dela, agora que devia saber...bem, não sei...
Até agora pelo que ouvi dizer só é bem sucedido quem determina objetivos de vida, tal como o herói de qualquer história, é necessário ter metas e muito esforço... Eu não me tenho esforçado assim tanto, pelo menos nunca parece o suficiente... Será que isso vai resultar num futuro podre em que vou ser só mais uma triste desgraçada? :/
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
What I Leave Behind
Finalmente tendo um momento de sanidade quase genuína para escrever algo mais ou menos decente ,que não me faça parecer uma lunática com problemas graves mentais, pude refletir enquanto olhava para a desarrumação do meu quarto ,depois de ter passado a tarde inteira a devorar quase por inteiro o primeiro volume de The Hunger Games, que talvez eu possa realmente ter algum probleminha que me faz ter um parafuso a menos, decidi que esse problema se chama "sofrimento por antecipação". Porque é verdade. Eu sofro bastante por antecipação. Eu nunca tenho um plano, não tenho inteligência suficiente para engendrar um. Todos os que me rodeiam pensam que tenho, e eu não gosto, ou melhor, não consigo ter de desapontá-los e acabo por fingir ter, de facto, um plano. Acreditem, já tentei mais de mil vezes dizer-lhes a verdade mas parece que estão todos em negação. E que posso eu fazer? Só sei que isto não vai correr lá muito bem... Mas enfim. Por não ter plano acabo por andar por aí às cegas. Não sei para onde vou, pois nem sei para onde quero ir. Simplesmente deixo que a corrente me leve. Sei que devia tomar as rédeas mas ainda estou a tentar orientar-me. Preciso de tempo, só que ele não pára independentemente da nossa vontade.
Mas, apesar de toda a confusão que espero ser normal, estive a pensar "E se no final tudo correr bem?" Se de algum modo acabar por conseguir ser feliz do meu próprio modo, encontrar o que quero, ou simplesmente aprender que é possível viver sem plano e ser feliz do mesmo modo, sem magoar ninguém... E isto levou-me a questionar tudo o que vou deixar pra trás. Quero dizer, será que estarei a deixar alguma história? Alguma coisa importante? Eu quero fazê-lo... Quero que um dia alguém abra as gavetas da casa da minha juventude e pense coisas boas sobre mim, se questione mais sobre quem fui, me recorde.
Costumo ouvir dizer que os amigos ,e também o nosso futuro cônjuge, costumam ser pessoas que conhecemos na Universidade, já na nossa fase adulta. Quer isso dizer que tudo o que temos até agora, os nossos amigos, as pessoas que mais amamos sem quaisquer laços de sangue irão simplesmente desaparecer? Eu acredito que seja possível e mais que comum...Quantas amizades já tive, quantos rapazes já gostei, quantas pessoas já passaram pela minha vida e agora significam tanto para mim como uma pedra na calçada. Eu sei que isto é mesmo muito mau de se dizer, e admito ser uma pessoa mesmo idiota, mas no fundo não seremos todos assim? É um bocado triste. Uma vez mais me questiono se não será a conveniência, a necessidade quase vital do ser humano em ter alguém, um outro que o acompanhe. Claro que esse outro não pode ser qualquer um, há um todo conjunto de características que mais apreciamos e outras que abominamos, mas que muitas vezes toleramos devido a esta necessidade.
Então será só isso? Indo para um caso mais particular, amigos, será que tudo o que resta são um punhado de fotos que à medida do tempo se perderão e um conjunto de lembranças sem qualquer significado de uma pessoa que se pode substituir do dia para a noite. Pronto, talvez não do dia para a noite, mas ainda assim. Como é possível esquecer alguém que já significou tanto?
E quanto a amores. É claro que até podemos pensar ter encontrado o rapaz/rapariga especial, mas será mesmo essa pessoa que vai ser capaz de nos apoiar nos momentos mais difíceis, acreditar em nós mesmo que tudo o que digamos esteja completamente fora de contexto? Eu quero uma pessoa assim. Porque estarmos bem quando tudo está bem e nem conseguirmos olhar um para o outro quando algo está mal simplesmente deve ser horrível. E será pedir tanto? É claro que numa primeira abordagem e se nos questionarem há-de haver sempre aquela lista de qualidades infinitas que desejamos, mas no final do dia que importa se a pessoa é linda, se é inteligente, se é engraçada, que interessa? Desde que essa pessoa consiga entregar-se com tudo o que tem, se essa pessoa for realmente o que nos completa, já não será isso o suficiente? Porque a pessoa aparentemente perfeita é sempre um sonho no início mas mais tarde não acabará por cansar?
Um dia, se não me estiver a precipitar demais, eu quero pelo menos cumprir um feito, quero tornar-me naquela pessoa que não esquece, que dá sempre a mão a quem precisa. Quero poder estar lá sempre para quem mais amo, e não quero que as circunstâncias levem a melhor de mim e me faça afastar deles. Pois o que interessa tudo quanto é material que eu deixo para trás? Decerto cada um contará uma história, mas o que dizem eles sobre mim? O que poderão simples objetos representar em comparação com o depoimento de um amigo? As pessoas. Sim, até me custa a crer que esteja a admitir que as valorizo. Mas é que apesar de tudo cada um tem os seus defeitos e há mesmo pessoas que valem a pena. E são de facto as pessoas que eu deixo para trás, se realmente eu tiver de algum modo tocado nas suas vidas então eu serei recordada. Não preciso de mais nada. Não preciso de me tornar famosa para ser reconhecida. Tal como as pessoas que passam por mim serão sempre recordadas por mim, seja por boas ou más razões.
Custa um bocado pensar que um dia não estarei aqui. Não estarei com as mesmas pessoas. Não serei a mesma pessoa. Mas posso sempre vasculhar nas gavetas velhas. Posso ler, e reler os rascunhos idiotas que escrevinhei (tipo este), os desenhos deficientes que desenhei, as fotografias cheias de memórias. Posso falar com as pessoas que significaram alguma coisa. Posso procurar por esse "eu" perdido no tempo, nunca estará assim tão longe e inalcançável, tudo depende de mim e da minha vontade.
Mas, apesar de toda a confusão que espero ser normal, estive a pensar "E se no final tudo correr bem?" Se de algum modo acabar por conseguir ser feliz do meu próprio modo, encontrar o que quero, ou simplesmente aprender que é possível viver sem plano e ser feliz do mesmo modo, sem magoar ninguém... E isto levou-me a questionar tudo o que vou deixar pra trás. Quero dizer, será que estarei a deixar alguma história? Alguma coisa importante? Eu quero fazê-lo... Quero que um dia alguém abra as gavetas da casa da minha juventude e pense coisas boas sobre mim, se questione mais sobre quem fui, me recorde.
Costumo ouvir dizer que os amigos ,e também o nosso futuro cônjuge, costumam ser pessoas que conhecemos na Universidade, já na nossa fase adulta. Quer isso dizer que tudo o que temos até agora, os nossos amigos, as pessoas que mais amamos sem quaisquer laços de sangue irão simplesmente desaparecer? Eu acredito que seja possível e mais que comum...Quantas amizades já tive, quantos rapazes já gostei, quantas pessoas já passaram pela minha vida e agora significam tanto para mim como uma pedra na calçada. Eu sei que isto é mesmo muito mau de se dizer, e admito ser uma pessoa mesmo idiota, mas no fundo não seremos todos assim? É um bocado triste. Uma vez mais me questiono se não será a conveniência, a necessidade quase vital do ser humano em ter alguém, um outro que o acompanhe. Claro que esse outro não pode ser qualquer um, há um todo conjunto de características que mais apreciamos e outras que abominamos, mas que muitas vezes toleramos devido a esta necessidade.
Então será só isso? Indo para um caso mais particular, amigos, será que tudo o que resta são um punhado de fotos que à medida do tempo se perderão e um conjunto de lembranças sem qualquer significado de uma pessoa que se pode substituir do dia para a noite. Pronto, talvez não do dia para a noite, mas ainda assim. Como é possível esquecer alguém que já significou tanto?
E quanto a amores. É claro que até podemos pensar ter encontrado o rapaz/rapariga especial, mas será mesmo essa pessoa que vai ser capaz de nos apoiar nos momentos mais difíceis, acreditar em nós mesmo que tudo o que digamos esteja completamente fora de contexto? Eu quero uma pessoa assim. Porque estarmos bem quando tudo está bem e nem conseguirmos olhar um para o outro quando algo está mal simplesmente deve ser horrível. E será pedir tanto? É claro que numa primeira abordagem e se nos questionarem há-de haver sempre aquela lista de qualidades infinitas que desejamos, mas no final do dia que importa se a pessoa é linda, se é inteligente, se é engraçada, que interessa? Desde que essa pessoa consiga entregar-se com tudo o que tem, se essa pessoa for realmente o que nos completa, já não será isso o suficiente? Porque a pessoa aparentemente perfeita é sempre um sonho no início mas mais tarde não acabará por cansar?
Um dia, se não me estiver a precipitar demais, eu quero pelo menos cumprir um feito, quero tornar-me naquela pessoa que não esquece, que dá sempre a mão a quem precisa. Quero poder estar lá sempre para quem mais amo, e não quero que as circunstâncias levem a melhor de mim e me faça afastar deles. Pois o que interessa tudo quanto é material que eu deixo para trás? Decerto cada um contará uma história, mas o que dizem eles sobre mim? O que poderão simples objetos representar em comparação com o depoimento de um amigo? As pessoas. Sim, até me custa a crer que esteja a admitir que as valorizo. Mas é que apesar de tudo cada um tem os seus defeitos e há mesmo pessoas que valem a pena. E são de facto as pessoas que eu deixo para trás, se realmente eu tiver de algum modo tocado nas suas vidas então eu serei recordada. Não preciso de mais nada. Não preciso de me tornar famosa para ser reconhecida. Tal como as pessoas que passam por mim serão sempre recordadas por mim, seja por boas ou más razões.
Custa um bocado pensar que um dia não estarei aqui. Não estarei com as mesmas pessoas. Não serei a mesma pessoa. Mas posso sempre vasculhar nas gavetas velhas. Posso ler, e reler os rascunhos idiotas que escrevinhei (tipo este), os desenhos deficientes que desenhei, as fotografias cheias de memórias. Posso falar com as pessoas que significaram alguma coisa. Posso procurar por esse "eu" perdido no tempo, nunca estará assim tão longe e inalcançável, tudo depende de mim e da minha vontade.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Outsider
Estou praticamente farta de tudo... Por muito que tente pensar de forma positiva já não dá. A minha mãe não pára de me enviar mensagens de vida dicotómicas...Por um lado insiste que eu tenho de me esfolar e abdicar das coisas boas numa tentativa desesperada de me tornar em mais uma infeliz que nem sequer sabe se o estudo dará frutos ou se conseguirá algum dia encontrar o que quer ser na vida, e por outro diz que no fundo não somos nada no mundo e em vez de nos preocuparmos com as merdas que nos rodeiam deviamos aproveitar enquanto cá estamos da melhor maneira. Para mim a melhor maneira seria estar com a família e com os amigos, sermos uns para os outros... Mas (e eu sei...estou a ser bastante repetitiva... Tanto que até perco o raciocínio...) epá...basicamente na minha família só existem falsos, teias de mentiras e merdas desnecessárias, histórias trágicas de infância, dramas.... Dramas de merda que em nada teriam a ver comigo se não fossem as bestas dos meus familiares...sempre a fazerem merda.... Sempre...
E amigos... Que amigos qual quê... No fundo ninguém é amigo de ninguém é o que tenho visto... Não se pode contar com ninguém...Tudo funciona por interesses...
Não há ninguém que valha a pena neste mundo....Bando de idiotas egoístas e fingidos...
Quanto à escola...não consigo ter apetite nem para agarrar numa caneta quanto mais pra ler a porcaria de livro que para mim não faz qualquer sentido.... Quero lá saber do rei-não-sei-quantos que não conseguia parir a mulher....QUERO. LÁ. SABER. !
Eu quero saber é de mim neste momento. Quero descobrir o que fazer da vida. Quero saber o significado da vida. Quero saber porque raio não consigo integrar-me. Porque raio?!
A única coisa que consigo fazer agora é abstrair-me do mundo real...Com filmes, séries, e livros. Santos livros que me fazem sentir como se fosse possível ter outra identidade... Viver noutro sítio...com outras pessoas...Ser outra pessoa...Sempre com um final decente...Porque a personagem acaba sempre por encontrar quem quer ser e como lá chegar...
Será que esta fase vai alguma vez passar? Será que vai haver um dia em que vou ler isto e rir-me da minha própria ignorância? Espero bem que sim...
E amigos... Que amigos qual quê... No fundo ninguém é amigo de ninguém é o que tenho visto... Não se pode contar com ninguém...Tudo funciona por interesses...
Não há ninguém que valha a pena neste mundo....Bando de idiotas egoístas e fingidos...
Quanto à escola...não consigo ter apetite nem para agarrar numa caneta quanto mais pra ler a porcaria de livro que para mim não faz qualquer sentido.... Quero lá saber do rei-não-sei-quantos que não conseguia parir a mulher....QUERO. LÁ. SABER. !
Eu quero saber é de mim neste momento. Quero descobrir o que fazer da vida. Quero saber o significado da vida. Quero saber porque raio não consigo integrar-me. Porque raio?!
A única coisa que consigo fazer agora é abstrair-me do mundo real...Com filmes, séries, e livros. Santos livros que me fazem sentir como se fosse possível ter outra identidade... Viver noutro sítio...com outras pessoas...Ser outra pessoa...Sempre com um final decente...Porque a personagem acaba sempre por encontrar quem quer ser e como lá chegar...
Será que esta fase vai alguma vez passar? Será que vai haver um dia em que vou ler isto e rir-me da minha própria ignorância? Espero bem que sim...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
17
Tenho 17...Yay! Esta era a reação que eu esperava ter quando pensava em fazer 17 há uns aninhos atrás... É que sabem eu tive uma fase com pancas por fases da lua e eclipses, quer dizer....quem é que não os acha incrivelmente bonitos (?), e houve uma descoberta que há mais ou menos 3 anos (3 anos?! O tempo passou e nem me dei conta...) me deixou totalmente realizada, no meu 17ºAniversário, dia 3 de Novembro de 2013, ia haver um eclipse solar... Pois...houve... mas daqui não deu pra ver um poito....
Para que saibam odeio, pois irritam-me profundamente, aquelas pessoas que dizem que o aniversário é só mais um dia "normal", que não querem prendas nem grandes cerimónias... Merda pra isso! Que venham as prendas! xD Às vezes custa-me admitir mas gosto muito de receber prendas...apesar de não ter recebido praticamente nada...nem este ano nem no ano anterior... (mas quem sou eu pra me queixar? x) )... Ora, deixem-me que vos diga que apesar disto tudo preferia que o meu aniversário tivesse sido um dia normal... Quando vi que ia ter direito a um bolo de chocolate, tarte de natas e a um dia de anos inteiro passado no Alentejo (tal como tinha dito que queria) e que ia ainda ter direito a uma surpresa vi logo que dali não vinha coisa boa... Como a minha avó (responsável pela surpresa) é previsível previ logo que a surpresa era uma convidada muito especial...uma rapariga/amiga de infância com a qual não falava há quinhentos séculos... Ora...eu não estava com pachorra pra fingimentos do tipo "Oh queRRRida! Há quanto tempo? O que contas?"...Urgh...Só....Tipo....Não.... Mas como a minha família não levou a bem a minha reação à surpresa lá tive de forçar um sorriso falso a tarde inteira e meter-me com a rapariga que parecia ter sido levada ali à força para cumprir algum tipo de pena...
Para além disso nenhuma das minhas supostas melhores amigas passou o dia comigo apesar do meu convite...Usando desculpas ridículas... Esfarrapadas mesmo à descarada..... Pois bem...não preciso de ninguém que não precise de mim... Mas irrita que depois venham perguntar se tenho alguma coisa...se estou chateada.. Eu nunca digo nada... Não sou muito orgulhosa mas nestes casos é preciso... É claro que a minha cara diz logo tudo... Só não vê quem não quer ver...
Quanto às prendas é necessários esclarecer, pois não quero que pensem que sou materialista... Todos os anos dou às minhas supostas amigas mais chegadas uma prenda, tipo um colar ou uma treta dessas sem importância.... E faço-lhes um vídeo com fotos nossas que fui tirando ao longo do ano... Muitas vezes parece-me que elas não dão valor ao tempo e esforço que dediquei a esse vídeo...e ao significado que ele representa... Pois para mim apenas isso bastaria... Quem me fizessem um vídeo, escrevessem uma carta.... Raios...nem que me fizessem um raio de um desenho connosco de mãos dadas como as crianças fazem... É que às vezes parece que não há ninguém que se preocupe com os meus sentimentos... É que sim...eu tenho sentimentos...
Sinceramente já estou um pouco farta de falar sobre o facto de não saber o que fazer da vida... Mas é que no outro dia vieram-me outra vez com a treta da conversa sobre a Medicina... Mas o que raio ainda não perceberam sobre eu nunca NUNCA vir a entrar nessa porra? Não tenho notas PORRA! Entendam de uma vez antes que me passe e tenha um ataque de coração depois de vos esgatanhar todos!
E já estou farta de estudar química horas seguidas sem perceber nada e sem dormir nada... é que se ao menos dormisse ou entendesse já podia dar-me por contente por cumprir uma delas... Ando com umas dores de cabeça que não é brincadeira... Ando farta de tudo... A única coisa boa nestes últimos dias desde o meu aniversário foi um livro que comecei a ler nesse mesmo dia e que, infelizmente, acabei hoje... Foi mesmo um bombardeio de palavras que andava a necessitar... "Amizades Improváveis" de Graham Joyce... Ótima história... Um livro 5*! Matt Morris já está na lista de gajos que apenas existem no mundo da leitura mas pelos quais me apaixonei xD Enfim...dói-me a cabeça e não consigo pensar em mais nada para escrever pelo que...Vou tentar estudar química... Bye :c
Para que saibam odeio, pois irritam-me profundamente, aquelas pessoas que dizem que o aniversário é só mais um dia "normal", que não querem prendas nem grandes cerimónias... Merda pra isso! Que venham as prendas! xD Às vezes custa-me admitir mas gosto muito de receber prendas...apesar de não ter recebido praticamente nada...nem este ano nem no ano anterior... (mas quem sou eu pra me queixar? x) )... Ora, deixem-me que vos diga que apesar disto tudo preferia que o meu aniversário tivesse sido um dia normal... Quando vi que ia ter direito a um bolo de chocolate, tarte de natas e a um dia de anos inteiro passado no Alentejo (tal como tinha dito que queria) e que ia ainda ter direito a uma surpresa vi logo que dali não vinha coisa boa... Como a minha avó (responsável pela surpresa) é previsível previ logo que a surpresa era uma convidada muito especial...uma rapariga/amiga de infância com a qual não falava há quinhentos séculos... Ora...eu não estava com pachorra pra fingimentos do tipo "Oh queRRRida! Há quanto tempo? O que contas?"...Urgh...Só....Tipo....Não.... Mas como a minha família não levou a bem a minha reação à surpresa lá tive de forçar um sorriso falso a tarde inteira e meter-me com a rapariga que parecia ter sido levada ali à força para cumprir algum tipo de pena...
Para além disso nenhuma das minhas supostas melhores amigas passou o dia comigo apesar do meu convite...Usando desculpas ridículas... Esfarrapadas mesmo à descarada..... Pois bem...não preciso de ninguém que não precise de mim... Mas irrita que depois venham perguntar se tenho alguma coisa...se estou chateada.. Eu nunca digo nada... Não sou muito orgulhosa mas nestes casos é preciso... É claro que a minha cara diz logo tudo... Só não vê quem não quer ver...
Quanto às prendas é necessários esclarecer, pois não quero que pensem que sou materialista... Todos os anos dou às minhas supostas amigas mais chegadas uma prenda, tipo um colar ou uma treta dessas sem importância.... E faço-lhes um vídeo com fotos nossas que fui tirando ao longo do ano... Muitas vezes parece-me que elas não dão valor ao tempo e esforço que dediquei a esse vídeo...e ao significado que ele representa... Pois para mim apenas isso bastaria... Quem me fizessem um vídeo, escrevessem uma carta.... Raios...nem que me fizessem um raio de um desenho connosco de mãos dadas como as crianças fazem... É que às vezes parece que não há ninguém que se preocupe com os meus sentimentos... É que sim...eu tenho sentimentos...
Sinceramente já estou um pouco farta de falar sobre o facto de não saber o que fazer da vida... Mas é que no outro dia vieram-me outra vez com a treta da conversa sobre a Medicina... Mas o que raio ainda não perceberam sobre eu nunca NUNCA vir a entrar nessa porra? Não tenho notas PORRA! Entendam de uma vez antes que me passe e tenha um ataque de coração depois de vos esgatanhar todos!
E já estou farta de estudar química horas seguidas sem perceber nada e sem dormir nada... é que se ao menos dormisse ou entendesse já podia dar-me por contente por cumprir uma delas... Ando com umas dores de cabeça que não é brincadeira... Ando farta de tudo... A única coisa boa nestes últimos dias desde o meu aniversário foi um livro que comecei a ler nesse mesmo dia e que, infelizmente, acabei hoje... Foi mesmo um bombardeio de palavras que andava a necessitar... "Amizades Improváveis" de Graham Joyce... Ótima história... Um livro 5*! Matt Morris já está na lista de gajos que apenas existem no mundo da leitura mas pelos quais me apaixonei xD Enfim...dói-me a cabeça e não consigo pensar em mais nada para escrever pelo que...Vou tentar estudar química... Bye :c
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
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